quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Sua Época: História da Neurociência
A obra de Alois Alzheimer deve ser entendida dentro de um contexto histórico. Se não conhecemos a evolução da medicina e da neurociência até sua época corremos o risco de perder de vista essa perspectiva. A época em que Alzheimer produziu e publicou seus trabalhos foi marcada por notáveis avanços.
Muitas das descobertas dessa época ainda são as referências básicas e clássicas da medicina exercida atualmente. Alguns fatos determinaram essa evolução e as conquistas atingidas iriam influenciar de maneira decisiva o avanço da ciência como um todo.
Esse passeio na história nos permite avaliar melhor a época em que Alois Alzheimer fez sua descoberta. Foi um período marcado por grandes conquistas, grandes mudanças e muito conhecimento científico. Esse período em que Alzheimer construiu sua carreira marcou a transição do empirismo para uma visão mais concreta da medicina, em especial na área da neurociência.
Convidamos você, visitante do alzheimermed, a nos acompanhar e fazer conosco um mergulho breve porém profundo na história da medicina e da neurociência.
IDADE MÉDIA
Santo Agostinho 354 – 437 DC - nascido na Tunísia, preconiza que a mente teria 3 partes: razão, memória e vontade.
Posidonius de Rodhes, também conhecido como Posidonius de Apaméia 135 – 151 DC - nascido na Syria, defende que o cérebro teria 3 divisões, cada uma com uma função: imaginação –frontal- entendimento e raciocínio-médio e memória-posterior.
Posidonius de Rodhes
Constatinus Africanus 1010 (20) – 1087 DC - monge beneditino e tradutor médico, nascido em Cartagena, funda a Escola médica de Salerno no Século XII que adota as teorias médicas de Hipócrates e de Galeno e segue a filosofia de Aristóteles.
”Aforismos de Hipócrates” (original) - traduzido por Constantinus Africanus.
No século VIII, no mundo islâmico, acreditando que os doentes mentais eram preciosos a Deus, fundam no século IX um asilo em Bagdá, nove em Damasco e vários no Egito onde os pacientes eram tratados com banhos, música, perfumes e dietas especiais.
São Thomás de Aquino 1225 -1274, nascido em Nápoles-Itália - sob a influência de Aristóteles separa mente e corpo combinando-os de acordo com os dogmas cristãos. Preconiza que as doenças sérias seriam resultado de sobrecarga emocional, intoxicação ou de outros fatores externos atuando sobre a mente.
Essa teoria embasaria a chamada “Escola de Psiquiatria Orgânica” defendida na Alemanha por Emil Kraepelin no século XIX.
RENASCENÇA
Do século XV ao século XVI o poder da Igreja diminui. Os estudos em física e matemática avançam rapidamente. Galileu e Newton desafiam os dogmas católicos e a visão da Igreja sobre a medicina é contestada.
Galileo Galilei 15/2/1564 Pisa –Itália – 8/1/1642.
Isaac Newton 4/1/1643 Inglaterra – 31/3/1727
Newton
A ciência, o ocultismo e as possessões demoníacas que andavam lado-a-lado, são questionadas por Paracelsus e Weyer que defendem a medicina humanística e se opõem contra a execução das “bruxas” e da prática do exorcismo mesmo em doentes com doenças mentais severas.
Julgamento das Bruxas de Salém
Auroleus Phillipus Theostratus Bombastus von Hohenheim, imortalizado como:
'Paracelsus,' Einsiedeln, Suíça - 1493- 1541.
Joannes Wierus 1515-1588-Inglaterra - (Grave)-Considerado o “Fundador da Psiquiatria”
Andreas Vesalius 1514 – 1564 – escreve em 1543 o seu célebre “Tratado de Anatomia” – De Humanis Corporis Fabrica.
Capa de Tratado de Anatomia – 1543 – Vesalius.
Página Interna do Tratado de Anatomia - Vesalius
Andreas Vesalius
William Shakespeare 1564-1623 - Stratford-Avon –Inglaterra sugere que as doenças mentais seriam resultado de uma grande sobrecarga emocional, ilustrando sua teoria com o comportamento de um dos seus mais famosos personagens, Hamlet.
SÉCULOS XVII e XVIII
Aumenta a industrialização na Europa, as populações rurais migram para as grandes cidades em busca de trabalho estável e o comércio se intensifica.
René Descartes 31/3/1596 -11/2/1650 – França - filósofo, cientista e matemático utiliza e apóia os conceitos preconizados por Galileu mas não publica seu trabalho pelo temor de ser preso como seu inspirador havia sido. Estuda vários assuntos apoiado em ciência e não em religião que foram desde a origem do universo, a ótica, a mecânica, o clima e a matemática. Descreve o Sistema de Descartes. Defende o conceito “atomístico e mecânico da natureza” desenvolvido por Newton e Galileu enfatizando a integração entre a mente e o corpo porém com suas diferenças específicas.
René Descartes
Richard Burton – sob o pseudônimo (Democritus Junior) – Inglaterra -1577-1640, padre anglicano e filósofo, contemporâneo de Shakespeare, escreve o clássico “A Anatomia da Melancolia” onde aborda vários aspectos da doença mental teorizando sobre causa, sintomas e até mesmo o prognóstico da hipocondria, alcoolismo, mitomania, depressão severa etc.
Robert Burton (Democritus Junior)
Os conceitos de doença tem seus aspectos clínicos enfatizados e ilustrados pelos relatos do médico inglês Thomas Sydenhan 1624-1689, que em 1686 descreve a variante da Coréia que leva seu epônimo conhecida como “Dança de São Vito”.
Thomas Sydenhan
Jean-Martin Charcot 1825-1893 – assume a diretoria do Hospital de Salpêtrière, descreve a histeria e as neuroses e estuda a hipnose.
Charcot
Charcot apresenta um caso de histeria a seus colegas
Sigmund Freud defende a teoria psicanalítica e discute com Charcot a origem das histerias baseando-se no histórico sexual dos pacientes.
Freud encontra resistência em tratar de uma paciente com neurose de histeria, em um hospital, cujo diretor era Meynert. Acreditava que a histeria era pura encenação e não doença.
Para tratar melhor esses pacientes, decidi ir para Paris, estudar a doutrina de Charcot.
Os dois médicos em conjunto examinaram uma paciente com histeria para estudarem os aspectos clínicos.
A descoberta do inconsciente e de sua importância psíquica é fundamento da psicanálise.
Relatório de Freud sobre a paciente em seu receituário
Sigmund Freud 1886-1939-
Nasce na Checoslováquia mas faz carreira e exerce medicina em Viena- Áustria
Vulpian foi junto com Charcot um dos diretores de Salpêtriére. Estuda com detalhes os pares cranianos do III ao X e a ação de drogas como a pilocarpina e a nicotina.
Robert Hooke 18/6/1635 –3/3/1703- Inglaterra – o temperamental rival de Newton, inventa o microscópio e fala em célula pela primeira vez com sentido biológico a partir da visualização de cortiça ao microscópio.
Robert Hooke
O Primeiro Microscópio
Históricas Publicações de Hooke
O número de doentes mentais aumenta assim como a pobreza e as prisões são usadas para segregar esses pacientes.
O conceito que eles seriam preciosos a Deus desmorona e agora acreditam que por serem pobres e insanos eles haviam caído na desgraça divina.
Muitos são ridicularizados, maltratados e até mesmo expostos publicamente como no Hospital de Bethlehen (Bedlam) na Inglaterra.
Hospital de Bedlam
SÉCULOS XIX e XX
Na Alemanha desenvolve-se o conceito do “Vitalismo” onde o espírito seria a força vital do organismo de todos os organismos vivos. Em 1700 na Inglaterra começam a separar os doentes mentais e a primeira instituição para doentes mentais é fundada por William Battie (1704-1776).
William Battie 1704-1776
A Casa de William Battie às margens do Tamisa
A filosofia da instituição era não apenas de abrigar os pacientes mas de tratá-los. Adotavam o chamado “Tratamento Moral” idealizado por Pinel que consistia basicamente no afastamento dos familiares, na diminuição de estímulos, na adoção de rotinas e em atividades ocupacionais.
William Cullen (1710-1790) introduz o ópio como terapêutica sedativa para conter pacientes agitados.
William Cullen 1710- 1790– Escócia-Universidade de Edinburgo
Na França, os hospitais que adotavam o “Tratamento Moral” pertenciam à corte real ou à Igreja Católica.
Formam-se grupos de médicos e filósofos como, Rousseau e Diderot, influenciado pelos estudos do famoso filósofo inglês John Locke, e advogam a necessidade real de tratar os doentes mentais iniciando uma profunda reforma de conceitos que iriam influenciar definitivamente a psiquiatria praticada na França.
Jean-Jacques Rousseau 1772-1778
Denis Diderot – 1713 – 1784
Carbonis (1757-1808) une-se à filosofia desses grupos e destaca o efeito dos fatores externos e sua repercussão sobre o Sistema Nervoso Central pressionando os hospitais de Paris a reverem seus conceitos.
Essas reformas começam de fato com Vincenzo Chiarugi (1759-1820) em Florença-Itália.
Vincenzo Chiarugi
WilliamTuke (1732-1822) com seus filhos e netos na Inglaterra e com Pinel (1745-1826) em Paris,advogam a remoção das correntes e outras forma de restrição física e a adoção do “Tratamento Moral”.
William Tuke
Em 1773 em Williamsburg é fundado o primeiro hospital para doentes mentais nos EUA e em 1776, Franklin e colaboradores inauguram o primeiro hospital geral na Pensilvânia. Benjamin Rush (1745-1813), influenciado por Pinel defende que a doença mental era uma doença do cérebro e em adição ao Tratamento Moral inclui a sangria vermelha, vomitórios e purgantes além do uso de sua famosa “Cadeira Tranqüilizante” para pacientes agitados.
Antoine Laurent Jesse Bayle (1799-1858) descreve em 1822 a Neurosífilis.
A sífilis era uma verdadeira epidemia naqueles dias acometendo pessoas de todas as classes sociais como demonstra a ficha médica histórica de Nitzche internado no hospital dirigido por Otto Biswanger (1852-1929) em 1882.
Na Inglaterra, John Haslam em 1830 fala em doença mental e não em loucura. Lobstein em 1835 usa o termo “arterioclerose” pela primeira vez e Friedrich H. Lewy (1885-1950), que freqüentou o laboratório de Alzheimer , descreve em 1912 os “Corpúsculos de Lewy” em pacientes portadores de doença de Parkinson.
Corpos de Lewy
Alois Alzheimer (1864-1915) e o diretor Emil Sioli (1817-1905) nessa época na Alemanha no Asilo de Frankfurt am Main adotam essa filosofia de atendimento.
Philippe Pinel nasceu na segunda feira de 20 de abril de 1745 falecendo em Paris no domingo de 1826.Teólogo, matemático e médico formado em Tolouse, foi, por influência dos amigos, o médico e filósofo Pierre-Jean-Georges Cabanis (1757-1808) e a médica Michelle Augustin Thouret (1748-1810), nomeado por decreto, médico chefe do asilo de doentes mentais de Paris – Bicêtre –em agosto de 1793.
Decide libertar os doentes psiquiátricos e os criminosos que o asilo também abrigava, das correntes usadas para restrição física, não apenas por sua visão humanística, como também pelas idéias do chefe da guarda do asilo Jean-Baptiste Pussin. Permaneceu em Bicêtre apenas por 2 anos, de 1793 até 1795.
Em 1795 Pinel foi nomeado médico chefe do Hospício de Salpêtrière, um asilo feminino onde as doentes eram tratadas do mesmo modo como havia encontrado em Bicêtre. Lá ele aplicou os mesmos métodos e obteve os mesmos bons resultados, como livrar as doentes das correntes que as prendiam, muitas acorrentadas por 30 a 40 anos.
Paciente sendo libertada das correntes por ordem do Dr Pinel em Salpêtrière – Paris.
O célebre Hospital de Salpêtriére onde trabalharam Charcot e Pinel - Paris – 1882
La Salpêtrière é hoje uma dependência do Hospital Geral de Paris. Sua entrada principal está no Boulevard de L'Hôpital, adjacente à Gare d'Austerlitz, e entradas secundárias no Boulevard Vincent Auriol e Rue Bruant. Veteranos sem lar eram albergados no Hôtel des Invalides (1670) e toda categoria de mendigos no Hôpital Général (1657), o qual era constituído de três unidades: Bicêtre para os homens, La Pitié para jovens, e La Salpêtrière para mulheres.
Um dos pacientes ilustres desse hospital foi a Princesa Diana, da Inglaterra, que lá faleceu, quando era socorrida, após o acidente que sofreu em 31 de Agosto de 1997.
Philippe Pinel 1745-1826
O PIONEIRO DA PSIQUIATRIA
Pinel liberta das correntes pacientes em Bicêtre.
Os “tratamentos” adotados nessa época eram empíricos e curiosos pra se dizer o mínimo.
Doente mental sendo exorcizado
Santo Inácio de Loyola faz exorcismo em grupo
Santa Catarina exorcizando mulher “possuída”
Paciente sendo “girado” “Chacoalhando a Loucura”
Extraindo as “Pedras da Loucura”
A cura pelo rodopio da cama
A cura pela fé
O médico americano Benjamin Rush e sua Cadeira “Tranqüilizante”
Câmara de calor para tratamento da sífilis
O banho “terapêutico” usado em August D. em Frankfurt
Mesa de Enema – Confeccionada em Mármore
Entre 1825 e 1856, 30 hospitais foram construídos nos EUA. No final de 1800 a medicina passou a ser reconhecida como ciência e a psiquiatria começava a ganhar credibilidade como disciplina.
Philippe Pinel 20/4/1745 – 25/10/1826 – França - após introduzir o seu “Tratamento Moral” enfatiza a importância da história clínica dos pacientes no entendimento dos sintomas. Acreditava que a doença mental era um distúrbio do autocontrole e da percepção da identidade (alienação). Estuda a idiotia e correlaciona a forma do crânio com a doença.
A reforma também ocorre na Alemanha sob a influência de notáveis médicos como: Karl Friedrich Wesphfal (23 março 1833 – 27 janeiro 1890), Kahlbaum, Meynert, Wernicke, Richard Freiherr von Krafft-Ebing 4 agosto 1840- 22 Dezembro 1902.
Paul Julius Moebius
defende a integração entre a neurologia e a psiquiatria.
Wilhem Griesinger 1817-1868
Na Alemanha a Teoria Vital começa a dar ênfase à fisiologia. As funções cerebrais passam a ser estudadas com profundidade. Novos hospitais são construídos incluindo o de Burgölzl em Zurique. O termo “Doença Orgânica Cerebral” é introduzido por Pinel e Esquirol (1772-1840) quando nenhuma lesão orgânica podia ser demonstrada.
Jean Étienne Dominique Esquirol 3/2/1772 – 13/12/1840 – França
Aluno de Pinel, Esquirol o sucede em 1811 como chefe do Hospital de Salpêtriére em Paris. Entre vários outros notáveis trabalhos cunhou o termo ”alucinação”.
O Tratamento Moral continuava popular e agora complementado por uma forte relação médico-paciente, atividades para melhorar a auto-estima e a reeducação de hábitos e funções perdidas ou prejudicadas. Iniciava-se também o uso de medicamentos como a beladona e o ópio como sedativos.
Os hospitais propalavam índices de cura de 60 a 70% dos casos. O acesso ao tratamento era muito limitado e para poucos. Nos EUA em 1861, para uma população de 27 milhões de habitantes, havia 48 asilos com cerca de 200 leitos cada e todos os pacientes eram brancos e da classe média.
O fator hereditário passa a ser valorizado na etiologia das doenças mentais. Os asilos ficam superlotados tanto na Europa como nos EUA. A pobreza aumenta ainda mais e a qualidade do atendimento cai. O uso de restrições físicas aumentam por falta de recursos humanos e a credibilidade do tratamento clínico é questionada. A psiquiatria passa a basear seus estudos mais nos estudos post-mortem do que na terapêutica.
Após esse período, os cientistas alemães voltam a estudar os aspectos fisiológicos com profundidade e, liderados por Wundt (1832-1920), fundam a Escola Germânica de Psicologia Experimental. Wundt muda-se para os EUA e associa-se a Titchener (1867-1927), seu ex-aluno e juntos estabelecem o “Estruturalismo”.
Essas duas escolas eram acadêmicas, não clínicas e dedicavam-se ao estudo das estruturas elementares da consciência e sua relação com a fisiologia, especialmente nas áreas da memória e da percepção.
No século XVII os estudos de Emil Kraepelin, Bleuler e Janet, sobre os chamados “Conceitos Associativos” fundamentaram interessantes teorias psicopatológicas. Charles Darwin teve uma imensa influência no avanço do conhecimento psicológico.
Darwin, através de estudos evolutivos e comparativos, esclareceu cientificamente os pontos obscuros que distinguiam os seres humanos dos animais. Outros estudos de Darwin como: a interpretação dos sonhos, a simbologia do comportamento, a existência do inconsciente e a libido foram marcantes.
Quando seus estudos são conjugados com os conceitos da Escola Objetiva-Descritiva de Kraepelin e Janet chega-se ao âmago do modelo da psiquiatria moderna.
Charles Darwin – 1809-1882
No século XIX nos EUA, com a falência do “Tratamento Moral” a etiologia das doenças mentais passam a ser vistas a partir de um substrato predominantemente orgânico conforme relataram Mitchell e Hammond e nesse momento, Beard descreve a “Neurastenia” como modelo orgânico das doenças mentais.
Silas Weir Mitchell 15 fevereiro 1829 – 4 Janeiro 1914 .EUA - Filadélfia.
Os chamados “Alienistas”, que dirigiam os asilos nos EUA, organizam-se e fundam em 1844 a Associação Americana dos Superintendentes das Instituições Americanas para Doentes Mentais que mais tarde daria origem à Associação Americana de Psiquiatria.
Esforços paralelos nesse sentido ocorrem na Europa com Maudsley (1835-1918) e Hughling Jackson na Inglaterra e com Broca na França que passam a estudar as funções mentais e suas localizações anatômicas no cérebro.
Pierre Paul Broca (1824-1880)
Notável descoberta de Broca. Localizou a Área (motora da fala) de Broca.
O cérebro estudado por Broca (original) mostrando a Área de Broca
Darwin exerceu grande influência em Jackson que descreveu o sistema nervoso e seus níveis evolutivos.
Wallemberg em 1895 descreve com elegância e detalhes a clássica figura da oclusão da artéria posteroinferior cerebelar resultando no infarto na região lateral da medula oblonga.
Adolf Wallemberg 1862-1949 – Alemanha
Esses modelos puderam ser apoiados do ponto de vista clínico a partir do estudo das seqüelas neurológicas causadas pela encefalite letárgica após longa epidemia –1917 a 1930 e pela descoberta em 1917 do Treponema Palidum, agente etiológico da sífilis e sua seqüela mais severa, a “Paralisia Generalizada” - Neurosífilis.
A eletrochoqueterapia ECT, começa a ser utilizada na metade do século XX e os efeitos antimaníacos do lítio são descobertos em 1949 marcando esse período.
Hans Berger –1873-1941 Alemanha – Considerado o Pai da Eletrochoqueterapia.Trabalhou com Otto Biswangüer (1852-1929) e introduziu a ECT na Psiquiatria.
O Primeiro Aparelho de Eletrochoque
Na Itália um dos pioneiros na aplicação do ECT foi o italiano Ugo Cerletti, aluno de Alzheimer em Munique.
Ugo Cerletti – 1877-1963
Cajal demonstra a estrutura dos neurônios em 1890.
Santiago Ramon y Cajal 1852-1934
Espanha – Nobel de Medicina em 1906
Desenho Feito por Cajal (original)
Sherrington em 1906 descreve o papel dos neurônios motores e sensitivos introduzindo o conceito do arco-reflexo simples, descoberta fundamental no entendimento das funções hierarquizadas do cérebro.
Charles Scott Sherrington 1852-1957 – Inglaterra
Notável fisiologista faz pesquisas em parceria com Cajal e Robert Koch estudando as funções neuronais.
Descreveu o arco-reflexo simples em 1906.
Desenho (original) de Sherrington “overlaping” dos neurônios
Robert Koch 11 Dezembro 1843 – 25 maio 1910
Robert Koch com sua esposa por ocasião da cerimônia de premiação - Prêmio Nobel de Medicina/Fisiologia- em 1905 por sua descoberta do agente etiológico da tuberculose (Bacilo de Koch).
Kraepelin (1855-1926), aluno de Wundt, estuda a correlação das doenças mentais com os conceitos de: incidência, distribuição, anatomia, fisiopatologia e evolução como fatores decisivos na compreensão integral das doenças psiquiátricas. Enquanto Kraepelin estuda profundamente as psicoses, Janet (1859-1947) dedica-se ao estudo das neuroses.
Alois Alzheimer (1864-1915) em 1907 publica em o seu célebre trabalho e Kraepelin cria em 1910 o epônimo: Doença de Alzheimer.
• Nota do Editor
Muitas vezes os termos arteriosclerose e aterosclerose confundem-se pois são usados em diferentes épocas e por vezes com o mesmo sentido .
Na medida do possível tentamos manter o que foi dito independente da exatidão do conceito.
ARTERIOSCLEROSE: Conceito
Grupo de processos que têm em comum o espessamento e a diminuição da elasticidade vascular.
ATEROSCLEROSE : Conceito
Termo utilizado pela primeira vez por Lobstein em 1835 (1777 – 1835) .
Doença de progressão lenta, cuja característica principal é o “ateroma” – depósito circunscrito de lípides na íntima formando uma placa fibrogordurosa focal elevada, afetando artérias grandes e médias (coronárias, cerebrais, a aorta, tronco braquicefálico , ilíacas). É o tipo de arteriosclerose mais freqüente e importante.
Fonte: AlzheimerMed
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
+3
Alongamentos
Relata Rauchbach (1990) que a orientação dos movimentos deverá ser no sentido de alongar a região a ser trabalhada, sem forçar muito ao final do exercício. Devem ser aplicados dando condições às articulações, libertando-as das tensões localizadas e aplicando sua mobilidade. O relaxamento também é aconselhável.
Exemplos de exercícios de alongamento:
Alongamento do tronco: pode ser executado em diferentes posições com ou sem elementos.
Alongamento da musculatura dos membros inferiores.
Empurrar algo imaginário, etc.
Independente dos exercícios a serem aplicados, deve-se sempre respeitar as condições clínicas e físicas do paciente, procurando evitar que haja situações de fracassos, pois seriam vivenciados de maneira negativa, estimulando a desistência.
Considerações finais
Podemos perceber através da revisão da literatura que a atividade física tem influenciado de maneira positiva no tratamento da doença de Alzheimer, trazendo benefícios como: aumento da auto-estima, melhora a afetividade e humor, melhora a capacidade de raciocino, coordenação motora, percepção e memória, diminuindo os índices de depressão, ansiedade e internações, conforme mostram os estudos já realizados.
Por isso, a prática regular de atividade física promove respostas favoráveis para um envelhecimento saudável prevenindo e tratando de doenças, reduzindo índices de mortalidade em portadores da doença de Alzheimer, pois prolonga a qualidade e a duração de uma vida ativa, melhorando a coordenação motora e neuromuscular.
Atividades que trabalham o esquema corporal, alongamento, musculação, locomoção e até mesmo exercícios que enfoquem as atividades da vida diária, podem auxiliar o processo de tratamento para essa doença. Cabe ressaltarmos que toda atividade física deve respeitar as condições clínicas e físicas dos alunos, dessa forma ela só tem a acrescentar, tornando-se uma grande aliada no tratamento da doença de Alzheimer.
Relata Rauchbach (1990) que a orientação dos movimentos deverá ser no sentido de alongar a região a ser trabalhada, sem forçar muito ao final do exercício. Devem ser aplicados dando condições às articulações, libertando-as das tensões localizadas e aplicando sua mobilidade. O relaxamento também é aconselhável.
Exemplos de exercícios de alongamento:
Alongamento do tronco: pode ser executado em diferentes posições com ou sem elementos.
Alongamento da musculatura dos membros inferiores.
Empurrar algo imaginário, etc.
Independente dos exercícios a serem aplicados, deve-se sempre respeitar as condições clínicas e físicas do paciente, procurando evitar que haja situações de fracassos, pois seriam vivenciados de maneira negativa, estimulando a desistência.
Considerações finais
Podemos perceber através da revisão da literatura que a atividade física tem influenciado de maneira positiva no tratamento da doença de Alzheimer, trazendo benefícios como: aumento da auto-estima, melhora a afetividade e humor, melhora a capacidade de raciocino, coordenação motora, percepção e memória, diminuindo os índices de depressão, ansiedade e internações, conforme mostram os estudos já realizados.
Por isso, a prática regular de atividade física promove respostas favoráveis para um envelhecimento saudável prevenindo e tratando de doenças, reduzindo índices de mortalidade em portadores da doença de Alzheimer, pois prolonga a qualidade e a duração de uma vida ativa, melhorando a coordenação motora e neuromuscular.
Atividades que trabalham o esquema corporal, alongamento, musculação, locomoção e até mesmo exercícios que enfoquem as atividades da vida diária, podem auxiliar o processo de tratamento para essa doença. Cabe ressaltarmos que toda atividade física deve respeitar as condições clínicas e físicas dos alunos, dessa forma ela só tem a acrescentar, tornando-se uma grande aliada no tratamento da doença de Alzheimer.
+2
Benefícios do exercício físico para a doença de alzheimer
Estudos realizados nestes últimos tempos revelam que a prática regular de exercícios físicos têm sido de suma importância no tratamento da doença de Alzheimer.
Conforme Manidi (2000), a atividade física deve estimular o paciente, trazendo benefícios no sentido de: facilitar a redescoberta do esquema corporal; preservar as capacidades funcionais remanescentes durante o máximo de tempo possível; melhorar o aspecto moral e a confiança; restituir a auto-estima e consequentemente, ajudar a manter certa qualidade de vida.
De acordo com Atividade Física (2006), um estudo feito na Universidade de Chicago com ratos transgênicos, mostrou que ratos mais ativos quando comparados com os sedentários, apresentaram uma redução dos depósitos de placas amilóides entre os neurônios. Apresentaram também alterações bioquímicas cerebrais que podem explicar a diminuição das placas: foi detectado um aumento da enzima chamada neprilisina no cérebro, dotada da propriedade de degradar as placas amilóides. Essa enzima também potencializa a expressão de genes envolvidos no aumento da sobrevivência dos neurônios, na facilitação do aprendizado e na ativação dos mecanismos de armazenamento e formação de memórias. Ainda de acordo com este estudo, um outro parecido com este foi realizado pelos pesquisadores da Johns Hopkins, mostrou que a atividade física pode reduzir até 50% o risco de Alzheimer.
Em outra pesquisa feita pela UNIFESP, com 65 idosos que foram submetidos a um programa de musculação durante seis meses, mostrou que houve uma melhora sensível nas funções cognitivas como: raciocínio, coordenação motora, percepção e memória, além de diminuir os índices de depressão e ansiedade, melhoraram também o humor e a afetividade.
Um outro estudo feito por Linda Teri e colaboradores da universidade de Washington, feito com 153 portadores de Alzheimer. Neste estudo os pacientes foram divididos de forma aleatória em dois grupos, chamados de grupo A e grupo B. assim, o grupo A foi submetido a uma combinação de programas de exercícios físicos (dado aos pacientes) e um treinamento de técnicas corporais (dado aos cuidadores), o grupo B manteve sua rotina de medicamentos e acompanhamento médico. Ao comparar os resultados obtidos nos primeiros três meses, mostrou que o grupo A esteve duas vezes mais ativo que o grupo B, apresentando uma melhora nos níveis de depressão. E após dois anos, os pacientes do grupo A continuaram apresentando melhoras significativas, onde nesse período o grupo teve 19% de internações contra 50% do grupo B devido a distúrbios comportamentais.
A atividade física segundo Castilho (2006), tem sido preconizada para doenças como esclerose múltipla e Alzheimer por melhorar o equilíbrio e a marcha; trazer menor dependência para realização de atividades diárias, melhora os sintomas de depressão e aspectos da função cognitiva, consequentemente melhora a capacidade de trabalho, diminuindo a incapacidade e a necessidade de cuidados de longa duração muito dispendiosos.
Precauções necessárias para a prescrição do exercício
De acordo com Manidi (2001) e Brazão (2005), antes de se prescrever a atividade física é necessário fazer uma avaliação médica completa das condições clínicas, possibilidades físicas e a compreensão do paciente, este último é indipensável. Além do mais, a avaliação vai permitir o melhor acompanhamento do impacto positivo ou não do exercício físico.
Manidi (2001), explica também que o acompanhamento deve ser feito de maneira regular, devido ao fato da evolução da doença. Além disso, os exercícios devem ser adaptado às possibilidades físicas e práticas do paciente, evitando confrontá-lo com eventuais fracassos que é visto como fator negativo. É necessário também que o profissional que está tratando o paciente seja flexível, facilitando assim, a vida de outras pessoas que cuidam do paciente, respeitando as regras de segurança, sem colocar em risco a vida do paciente.
Dieta e exercício
De acordo com Rocha (2006) a atividade física além de promover o bem-estar, é capaz de promover efeitos protetores para o desenvolvimento de demências, entre elas a doença de Alzheimer. Algumas medidas simples como exercício físico e uma dieta alimentar com baixa ingestão calórica são capazes de retardar o aparecimento de sintomas da doença, sua progressão e de certa forma até mesmo evitá-las.
Aliada à prática de exercícios, a dieta adequada também demonstra efeitos protetores sobre o sistema nervoso central. Uma dieta de baixa caloria pode aumentar a resistência dos neurônios a disfunção e morte.
Conforme Cayton (2000), devido a constipação que a doença pode causar, é aconselhável que o portador da doença também faça uma dieta balanceada e rica em fibras.
Uma pesquisa feita pela agência americana National Institute On Aging e publicada na revista “Alzheimer’s & Dementia: The Journal of the Alzheimer’s Association”, revela que adultos que consomem a dose diária recomendada de ácido fólico reduzem significativamente o risco de desenvolver Alzheimer. Foram analisadas a dieta alimentar de 579 voluntários saudáveis com mais de 60 anos, entre 1984 e 1991. o estudo revela também que 57 dos 579 pacientes desenvolveram a doença e que os participantes com altos níveis de ácido fólico em sua dietas apresentaram uma chance menor de desenvolver a doença. Segundo Maria Corrada, que comandou o estudo junto com Cláudia Kawas, os indivíduos participantes que consumiram a dose diária recomendada de pelo menos 400 microgramas tiveram queda de 55% no risco de desenvolver a doença, e que embora o ácido fólico pareça ser mais benéfico que outros alimentos, o mais importante é perceber que uma dieta saudável em geral, parece ter um impacto em limitar o risco de Alzheimer.
Esta sustância é encontrada em alimentos como fígado, rim, fermento, frutas (banana e laranja), vegetais folíferos, pão integral ovos e leite, porém pode ser destruída durante o cozimento dos mesmos.
Capacidade aeróbia e outros exercícios
De acordo com (CASTILHO, 2005) o exercício aeróbico em indivíduos idosos resulta em diminuição da resistência em relação a rede vascular em aumento das lipoproteínas de alta densidade e em diminuição dos níveis sangüíneos de lipídeos. Contribuindo também, para o aumento da densidade da substância óssea, além de melhorar a tolerância à glicose, reduzindo os depósitos de gordura e aumentando também a massa corporal.
Segundo (BRAZÃO, 2006) a caminhada é uma ótima opção de exercício por ser fácil e barato, dispensando o uso de aparelhos caros e sofisticados, mas além da caminhada, também são indicados exercícios como jogging, natação e ciclismo. Explica ainda, que a parte aeróbia do exercício deve ser feita todos os dias, se possível com duração máxima de 30 a 40 minutos.
Os exercícios de sobrecarga muscular e flexibilidade também são muito importantes, principalmente após os quarenta anos de idade. Devem ser realizados pelo menos de duas a três vezes na semana. Os exercícios de sobrecarga muscular devem envolver os principais músculos e articulações, já o treinamento de flexibilidade deve envolver os principais movimentos e ser executado lentamente, até causar um ligeiro desconforto, para então ser mantido por no máximo 20 segundos. Este treinamento deve ser feito antes e/ou depois da parte aeróbia.
Esquema corporal
De acordo com Rauchbach (1990), existem vários fatores a serem trabalhados na atividade física, um deles é a reeducação postural, onde através de estímulos proprioceptores e esteroceptores educando as sensações, alcança-se uma boa integração do esquema corporal e de atitude, facilitando desta maneira, as atividades diárias gastando menos energia e mudando o comportamento social e afirmando a personalidade.
Os exercícios devem trabalhar o reconhecimento corporal e equilíbrio. Exemplo: levantar o braço direito, mover a perna esquerda, inclinar o corpo à direita. Também podem ser aplicados com o auxílio de um bastão, cadeira ou colchonete.
É importante salientar que durante o exercício não deverá ocorrer incômodos. Se o paciente não se sentir bem e seguro durante o exercício, deverão ser tomadas as providências para que o problema seja corrigido. Exemplo: se não estiver com as costas bem apoiadas, procurar um apoio adequado ao tipo de exercício, se unir as pernas é for difícil, deixar as pernas afastadas, etc. Deve-se sempre orientá-los em relação a curvatura da coluna e posição da cabeça.
Estudos realizados nestes últimos tempos revelam que a prática regular de exercícios físicos têm sido de suma importância no tratamento da doença de Alzheimer.
Conforme Manidi (2000), a atividade física deve estimular o paciente, trazendo benefícios no sentido de: facilitar a redescoberta do esquema corporal; preservar as capacidades funcionais remanescentes durante o máximo de tempo possível; melhorar o aspecto moral e a confiança; restituir a auto-estima e consequentemente, ajudar a manter certa qualidade de vida.
De acordo com Atividade Física (2006), um estudo feito na Universidade de Chicago com ratos transgênicos, mostrou que ratos mais ativos quando comparados com os sedentários, apresentaram uma redução dos depósitos de placas amilóides entre os neurônios. Apresentaram também alterações bioquímicas cerebrais que podem explicar a diminuição das placas: foi detectado um aumento da enzima chamada neprilisina no cérebro, dotada da propriedade de degradar as placas amilóides. Essa enzima também potencializa a expressão de genes envolvidos no aumento da sobrevivência dos neurônios, na facilitação do aprendizado e na ativação dos mecanismos de armazenamento e formação de memórias. Ainda de acordo com este estudo, um outro parecido com este foi realizado pelos pesquisadores da Johns Hopkins, mostrou que a atividade física pode reduzir até 50% o risco de Alzheimer.
Em outra pesquisa feita pela UNIFESP, com 65 idosos que foram submetidos a um programa de musculação durante seis meses, mostrou que houve uma melhora sensível nas funções cognitivas como: raciocínio, coordenação motora, percepção e memória, além de diminuir os índices de depressão e ansiedade, melhoraram também o humor e a afetividade.
Um outro estudo feito por Linda Teri e colaboradores da universidade de Washington, feito com 153 portadores de Alzheimer. Neste estudo os pacientes foram divididos de forma aleatória em dois grupos, chamados de grupo A e grupo B. assim, o grupo A foi submetido a uma combinação de programas de exercícios físicos (dado aos pacientes) e um treinamento de técnicas corporais (dado aos cuidadores), o grupo B manteve sua rotina de medicamentos e acompanhamento médico. Ao comparar os resultados obtidos nos primeiros três meses, mostrou que o grupo A esteve duas vezes mais ativo que o grupo B, apresentando uma melhora nos níveis de depressão. E após dois anos, os pacientes do grupo A continuaram apresentando melhoras significativas, onde nesse período o grupo teve 19% de internações contra 50% do grupo B devido a distúrbios comportamentais.
A atividade física segundo Castilho (2006), tem sido preconizada para doenças como esclerose múltipla e Alzheimer por melhorar o equilíbrio e a marcha; trazer menor dependência para realização de atividades diárias, melhora os sintomas de depressão e aspectos da função cognitiva, consequentemente melhora a capacidade de trabalho, diminuindo a incapacidade e a necessidade de cuidados de longa duração muito dispendiosos.
Precauções necessárias para a prescrição do exercício
De acordo com Manidi (2001) e Brazão (2005), antes de se prescrever a atividade física é necessário fazer uma avaliação médica completa das condições clínicas, possibilidades físicas e a compreensão do paciente, este último é indipensável. Além do mais, a avaliação vai permitir o melhor acompanhamento do impacto positivo ou não do exercício físico.
Manidi (2001), explica também que o acompanhamento deve ser feito de maneira regular, devido ao fato da evolução da doença. Além disso, os exercícios devem ser adaptado às possibilidades físicas e práticas do paciente, evitando confrontá-lo com eventuais fracassos que é visto como fator negativo. É necessário também que o profissional que está tratando o paciente seja flexível, facilitando assim, a vida de outras pessoas que cuidam do paciente, respeitando as regras de segurança, sem colocar em risco a vida do paciente.
Dieta e exercício
De acordo com Rocha (2006) a atividade física além de promover o bem-estar, é capaz de promover efeitos protetores para o desenvolvimento de demências, entre elas a doença de Alzheimer. Algumas medidas simples como exercício físico e uma dieta alimentar com baixa ingestão calórica são capazes de retardar o aparecimento de sintomas da doença, sua progressão e de certa forma até mesmo evitá-las.
Aliada à prática de exercícios, a dieta adequada também demonstra efeitos protetores sobre o sistema nervoso central. Uma dieta de baixa caloria pode aumentar a resistência dos neurônios a disfunção e morte.
Conforme Cayton (2000), devido a constipação que a doença pode causar, é aconselhável que o portador da doença também faça uma dieta balanceada e rica em fibras.
Uma pesquisa feita pela agência americana National Institute On Aging e publicada na revista “Alzheimer’s & Dementia: The Journal of the Alzheimer’s Association”, revela que adultos que consomem a dose diária recomendada de ácido fólico reduzem significativamente o risco de desenvolver Alzheimer. Foram analisadas a dieta alimentar de 579 voluntários saudáveis com mais de 60 anos, entre 1984 e 1991. o estudo revela também que 57 dos 579 pacientes desenvolveram a doença e que os participantes com altos níveis de ácido fólico em sua dietas apresentaram uma chance menor de desenvolver a doença. Segundo Maria Corrada, que comandou o estudo junto com Cláudia Kawas, os indivíduos participantes que consumiram a dose diária recomendada de pelo menos 400 microgramas tiveram queda de 55% no risco de desenvolver a doença, e que embora o ácido fólico pareça ser mais benéfico que outros alimentos, o mais importante é perceber que uma dieta saudável em geral, parece ter um impacto em limitar o risco de Alzheimer.
Esta sustância é encontrada em alimentos como fígado, rim, fermento, frutas (banana e laranja), vegetais folíferos, pão integral ovos e leite, porém pode ser destruída durante o cozimento dos mesmos.
Capacidade aeróbia e outros exercícios
De acordo com (CASTILHO, 2005) o exercício aeróbico em indivíduos idosos resulta em diminuição da resistência em relação a rede vascular em aumento das lipoproteínas de alta densidade e em diminuição dos níveis sangüíneos de lipídeos. Contribuindo também, para o aumento da densidade da substância óssea, além de melhorar a tolerância à glicose, reduzindo os depósitos de gordura e aumentando também a massa corporal.
Segundo (BRAZÃO, 2006) a caminhada é uma ótima opção de exercício por ser fácil e barato, dispensando o uso de aparelhos caros e sofisticados, mas além da caminhada, também são indicados exercícios como jogging, natação e ciclismo. Explica ainda, que a parte aeróbia do exercício deve ser feita todos os dias, se possível com duração máxima de 30 a 40 minutos.
Os exercícios de sobrecarga muscular e flexibilidade também são muito importantes, principalmente após os quarenta anos de idade. Devem ser realizados pelo menos de duas a três vezes na semana. Os exercícios de sobrecarga muscular devem envolver os principais músculos e articulações, já o treinamento de flexibilidade deve envolver os principais movimentos e ser executado lentamente, até causar um ligeiro desconforto, para então ser mantido por no máximo 20 segundos. Este treinamento deve ser feito antes e/ou depois da parte aeróbia.
Esquema corporal
De acordo com Rauchbach (1990), existem vários fatores a serem trabalhados na atividade física, um deles é a reeducação postural, onde através de estímulos proprioceptores e esteroceptores educando as sensações, alcança-se uma boa integração do esquema corporal e de atitude, facilitando desta maneira, as atividades diárias gastando menos energia e mudando o comportamento social e afirmando a personalidade.
Os exercícios devem trabalhar o reconhecimento corporal e equilíbrio. Exemplo: levantar o braço direito, mover a perna esquerda, inclinar o corpo à direita. Também podem ser aplicados com o auxílio de um bastão, cadeira ou colchonete.
É importante salientar que durante o exercício não deverá ocorrer incômodos. Se o paciente não se sentir bem e seguro durante o exercício, deverão ser tomadas as providências para que o problema seja corrigido. Exemplo: se não estiver com as costas bem apoiadas, procurar um apoio adequado ao tipo de exercício, se unir as pernas é for difícil, deixar as pernas afastadas, etc. Deve-se sempre orientá-los em relação a curvatura da coluna e posição da cabeça.
+1
Conforme o avanço da doença o paciente se torna mais dependente, necessitando de cuidados e supervisão em tempo integral e a esta pessoa que cuida do paciente em tempo integral é dado o nome de cuidador.
A doença em sua evolução afeta três áreas fundamentais: cognição, o comportamento e as atividades do dia-a-dia. Entre a evolução da doença e a morte, o tempo médio pode ser de 4 a 8 anos, porém, pode haver casos em que dure 20 anos ou mais.
A doença afeta a cognição, porque há uma perda de memória progressiva, começando por fatos recentes e chegando até a perda total, a ponto de não lembrar o próprio nome. De maneira precoce, o paciente sente dificuldade em determinar o período do dia, de se localizar dentro da apropria casa. Quanto á linguagem, a dificuldade inicial é de encontrar palavras e escrever, porém conforme sua evolução o paciente chega ao mutismo e á incapacidade para compreender a linguagem. Em relação ao dia-a-dia, o paciente se torna progressivamente dependente.
No início as atividades mais complexas como controle de contas, pequenos consertos se tornas impossíveis de serem realizados, não consegue também controlar seus movimentos, o que torna complicado a troca de roupas ou mesmo o uso de talheres. Conforme o avanço da doença, tarefas mais simples ainda como compreender uma leitura, jogar cartas, usar o sanitário se torna mais complicado, principalmente porque o paciente se torna incontinente tanto para fezes quanto para urina. Não há uma maneira, nem mesmo através de exames, de se prevenir à doença de Alzheimer. O que existe são fatores que podem de alguma maneira influenciar ou retardar seu avanço.
Exercício físico e envelhecimento
De acordo com Wilmore (2000) em grande parte, as alterações do desempenho de endurance que acompanham o envelhecimento podem ser atribuídas Às reduções tanto da circulação central quanto periférica.
Conforme se envelhece, o consumo máximo de oxigênio (VO2max) vai diminuindo devido a dois fatores:
Fatores Centrais
Diminuição da freqüência cardíaca máxima;
Diminuição do volume de ejeção máximo;
Diminuição do débito cardíaco máximo;
Diminuição do fluxo sangüíneo.
Ao envelhecer a freqüência cardíaca máxima diminui, com isso o volume de sangue ejetado para o corpo, a quantidade de sangue que fica no coração e o fluxo sangüíneo também diminuem.
Fatores Periféricos
Deve-se a diferença artério-venosa de Oxigênio (a-vO2), que significa a diferença de concentração de oxigênio entre as artérias e veias. Conforme o envelhecimento, wssa diferença diminui por causa da baixa captação de oxigênio.
Há uma queda de 10% do VO2max por década até +/- 65 anos. Acima dos 65 anos a queda é maior que 10%. A capacidade aeróbia também diminui com o envelhecimento.
Relata (NÓBREGA ET AL, 2005) que além das alterações cardio-vasculares, ocorre também alterações músculo-esqueléticas. O sistema neuromuscular alcança sua maturidade plena entre vinte e trinta anos, entre a 3ª e 4ª década a força máxima permanece estável ou com reduções pouco significativas. Por volta do 60 anos, ocorre uma redução da força máxima muscular entre 30% e 40% que corresponde a uma perda de 6% por década dos trinta e cinco aos cinqüenta anos e a partir dos cinqüenta, ocorre uma perda de 10% por década.
Também ocorre no idoso, uma redução da massa óssea. Essa perda é mais freqüente em mulheres e quando ocorre de mais acentuada, se caracteriza a osteoporose. Já foi comprovado que a atividade física é um excelente instrumento para promoção da saúde em qualquer idade, em especial no idoso porque provoca várias adaptações tanto fisiológicas (aumento do VO2max, aumento da massa muscular, melhor controle da glicemia etc.), quanto psicológicos (melhora auto-estima e auto-confiança), melhorando a qualidade de vida dos mesmos.
Concordando com Nóbrega et al, (apud OLIVEIRA; FURTADO, 2005) a prática do exercício físico de resistência é muito importante pois, este tipo de exercício está associado a níveis baixos de insulina no plasma em jejum bom como, a melhora significativa na tolerância a glicose e a sensibilidade a insulina. Por isso, a prática regular de atividade física promove respostas favoráveis para um envelhecimento saudável prevenindo e tratando de doenças como osteoporose, reduzindo índices de mortalidade em portadores da doença de Parkinson e aconselhada também no tratamento de doenças cérebro-degenerativa como esclerose múltipla e Alzheimer, pois prolonga a qualidade e a duração de uma vida ativa, melhorando a coordenação motora e neuromuscular.
A doença em sua evolução afeta três áreas fundamentais: cognição, o comportamento e as atividades do dia-a-dia. Entre a evolução da doença e a morte, o tempo médio pode ser de 4 a 8 anos, porém, pode haver casos em que dure 20 anos ou mais.
A doença afeta a cognição, porque há uma perda de memória progressiva, começando por fatos recentes e chegando até a perda total, a ponto de não lembrar o próprio nome. De maneira precoce, o paciente sente dificuldade em determinar o período do dia, de se localizar dentro da apropria casa. Quanto á linguagem, a dificuldade inicial é de encontrar palavras e escrever, porém conforme sua evolução o paciente chega ao mutismo e á incapacidade para compreender a linguagem. Em relação ao dia-a-dia, o paciente se torna progressivamente dependente.
No início as atividades mais complexas como controle de contas, pequenos consertos se tornas impossíveis de serem realizados, não consegue também controlar seus movimentos, o que torna complicado a troca de roupas ou mesmo o uso de talheres. Conforme o avanço da doença, tarefas mais simples ainda como compreender uma leitura, jogar cartas, usar o sanitário se torna mais complicado, principalmente porque o paciente se torna incontinente tanto para fezes quanto para urina. Não há uma maneira, nem mesmo através de exames, de se prevenir à doença de Alzheimer. O que existe são fatores que podem de alguma maneira influenciar ou retardar seu avanço.
Exercício físico e envelhecimento
De acordo com Wilmore (2000) em grande parte, as alterações do desempenho de endurance que acompanham o envelhecimento podem ser atribuídas Às reduções tanto da circulação central quanto periférica.
Conforme se envelhece, o consumo máximo de oxigênio (VO2max) vai diminuindo devido a dois fatores:
Fatores Centrais
Diminuição da freqüência cardíaca máxima;
Diminuição do volume de ejeção máximo;
Diminuição do débito cardíaco máximo;
Diminuição do fluxo sangüíneo.
Ao envelhecer a freqüência cardíaca máxima diminui, com isso o volume de sangue ejetado para o corpo, a quantidade de sangue que fica no coração e o fluxo sangüíneo também diminuem.
Fatores Periféricos
Deve-se a diferença artério-venosa de Oxigênio (a-vO2), que significa a diferença de concentração de oxigênio entre as artérias e veias. Conforme o envelhecimento, wssa diferença diminui por causa da baixa captação de oxigênio.
Há uma queda de 10% do VO2max por década até +/- 65 anos. Acima dos 65 anos a queda é maior que 10%. A capacidade aeróbia também diminui com o envelhecimento.
Relata (NÓBREGA ET AL, 2005) que além das alterações cardio-vasculares, ocorre também alterações músculo-esqueléticas. O sistema neuromuscular alcança sua maturidade plena entre vinte e trinta anos, entre a 3ª e 4ª década a força máxima permanece estável ou com reduções pouco significativas. Por volta do 60 anos, ocorre uma redução da força máxima muscular entre 30% e 40% que corresponde a uma perda de 6% por década dos trinta e cinco aos cinqüenta anos e a partir dos cinqüenta, ocorre uma perda de 10% por década.
Também ocorre no idoso, uma redução da massa óssea. Essa perda é mais freqüente em mulheres e quando ocorre de mais acentuada, se caracteriza a osteoporose. Já foi comprovado que a atividade física é um excelente instrumento para promoção da saúde em qualquer idade, em especial no idoso porque provoca várias adaptações tanto fisiológicas (aumento do VO2max, aumento da massa muscular, melhor controle da glicemia etc.), quanto psicológicos (melhora auto-estima e auto-confiança), melhorando a qualidade de vida dos mesmos.
Concordando com Nóbrega et al, (apud OLIVEIRA; FURTADO, 2005) a prática do exercício físico de resistência é muito importante pois, este tipo de exercício está associado a níveis baixos de insulina no plasma em jejum bom como, a melhora significativa na tolerância a glicose e a sensibilidade a insulina. Por isso, a prática regular de atividade física promove respostas favoráveis para um envelhecimento saudável prevenindo e tratando de doenças como osteoporose, reduzindo índices de mortalidade em portadores da doença de Parkinson e aconselhada também no tratamento de doenças cérebro-degenerativa como esclerose múltipla e Alzheimer, pois prolonga a qualidade e a duração de uma vida ativa, melhorando a coordenação motora e neuromuscular.
+
Orientação para tempo – 5 pontos;
Orientação para local – 5 pontos;
Registro de três palavras – 3 pontos;
Atenção e cálculo – 5 pontos;
Lembrança das três palavras – 3 pontos;
Linguagem – 8 pontos e
Capacidade construtiva visual – 1 ponto.
O escore do exame pode variar de zero até um total máximo de 30 pontos. Por ser simples, pode ser administrado em 5-10 minutos. Também se observa que o exame tem boa confiabilidade teste-reteste e que o ponto de corte 23/24 tem de boa a excelente sensibilidade (de 54% a 100%) e especificidade (de 62% a 100%) para o diagnóstico de demência. Para pacientes com Alzheimer, espera-se que ocorra uma perda de 2 a 3,5 pontos por ano.
Bertolucci (2005) explica que o único problema é diagnosticá-la na fase inicial, porque geralmente a queixa existente nesta fase é a falta de memória, e como já foi dito pode estar associada a outras patologias, então é necessário que além do exame neurológico, seja feito um bom exame de memória, orientação, linguagem e funções normais. Já nos estágios mais avançado, somente um histórico e um exame de memória bem feitos são suficiente. Ainda não se consegue diagnosticar a doença através de exames genéticos.
Segundo Paixão et al (2006), atualmente existem métodos modernos que facilitam o diagnóstico como a tomografia transistoriza comum ou com emissão de positron, ressonância nuclear magnética. Desde que os critérios utilizados para se fazer o diagnóstico sejam rigorosos, o acerto pode ser superior a 80% .
Sistema nervoso
Conforme Oliveira e Furtado (1999) o envelhecimento promove uma série de mudanças anatômicas e químicas no encéfalo e medula. Ocorre uma diminuição no volume do cérebro (cerca de 2% a cada dez anos depois dos cinqüenta anos de idade e que o peso do cérebro cai cerca de 15% do seu volume máximo alcançado aos oitenta anos de idade). Assim conclui-se que nos primeiros 50 anos de vida perde-se mais substância cinzenta que branca e na segunda metade de vida, esta relação se inverte.
Explica ainda que, durante o processo de envelhecimento ocorrem diversas alterações e as mais importantes são:
Diminuição das células;
Alterações dendríticas;
Placas senis;
Degeneração neurofibrilar;
Degeneração granulo-vacuolar e
Acúmulo de lipofucsina.
Estas lesões ocorrem predominantemente no córtex pré-frontal e parieto temporal; núcleo ceruleus; substância negra e núcleo de Meynert. Ocorre também uma redução progressiva do consumo de oxigênio e de glicose, diminuindo as funções cognitivas decorrentes dos diversos circuitos cerebrais, semelhante ao processo que acontece na doença de Alzheimer. Os neurônios do encéfalo não são uniformemente sensíveis à morte neuronal durante o envelhecimento, na verdade, não ocorre uma perda neuronal e sim uma diminuição do tamanho dos neurônios. Porém, na substância negra e no lócus ceruleus, observa-se que ocorre sim uma perda neuronal, principalmente nos primeiros cinqüenta anos de vida.
De acordo com Paixão et al (2006), nos pacientes da doença de Alzheimer, ocorrem alterações nos córtices associativos frontal, temporo-parietal, occiptal e no hipocampo. Um exame mais detalhado mostrará as placas senis, degeneração neurofibrilar e angiopatia amilóide ao lado do desaparecimento dos grandes neurônios piramidais. As placas senis possuem um núcleo de material amorfo, rodeado por neurônios em degeneração e por astrócitos, as células responsáveis pela “cicatrização” do tecido cerebral. De acordo com a idade, estas placas vão aumentando, mas o que diferencia uma pessoa normal de uma com Alzheimer, é que no paciente que tem Alzheimer, os números destas placas são ainda maiores.
Relata Bertolucci (2005), que há um encolhimento total do tecido cerebral, por isso, os sulcos cerebrais são mais alargados, há também em encolhimento do gyri e as dobras se tornam bastante acentuadas. Além do mais, os ventrículos onde está contido o líquido cerebroespinhal está ampliado.
A doença se espalha através do córtex cerebral que é a camada exterior do cérebro, o que explica os sintomas apresentados portadores da doença.
Sintomas
Segundo Bertolucci (2005), além da perda de memória, os outros sintomas que acompanham a evolução da doença são: dificuldades de raciocínio, na linguagem, na orientação temporal, dificuldade de realizar tarefas simples, alteração no apetite e no sono, desorientação espacial, até mesmo dentro da própria casa.
De acordo com Cayton; Warner; Graham (2005), a doença evolui rapidamente em algumas pessoas do que em outras, por isso, pode ser que alguns pacientes não apresentem todos os sintomas.
Avaliação física para Alzheimer
Introdução
Conforme Mandi (2001), a doença de Alzheimer é um tipo de demência mais freqüente e causa uma desintegração progressiva global, homogênea e irreversível das funções mentais num período que varia de dois a vinte anos.
De acordo com Azevedo (2005) ocorre uma disfunção das células nervosas; essa disfunção não tem causa conhecida ainda, porém, sabe-se que provoca a diminuição de um hormônio neurotransmissor que é de grande importância na função cerebral: a acetil-colina.
Existem várias teorias que podem explicar a causa da doença, porém nenhuma delas está comprovada realmente. Dentre elas destacam-se:
Idade: quanto mais avançada a idade, maior a probabilidade de desenvolver a doença.
Idade Materna: refere-se a mães que dão à luz com idade superior a quarenta anos.
Herança Genética: não necessariamente hereditária, porém, geneticamente determinada.
Traumatismo Craniano: idosos que sofreram traumas mais sérios podem desenvolver a doença.
Escolaridade: o nível de escolaridade pode influenciar na tendência a ter Alzheimer. Acredita-se que quanto mais “estudado” for o indivíduo, menor são as chances de desenvolver a doença.
Teoria Tóxica: apesar de haver controvérsias, existe a possibilidade de se desenvolver a doença principalmente através da contaminação pelo alumínio.
Existem inúmeras pesquisas (CAYTON; WARNER; GRAHAM, 2000), sugerem a relação entre o alumínio e a doença de Alzheimer, pois há presença de depósitos de alumínio em emaranhados e placas no cérebro do portador da doença, além do aumento nos índices de demência nos pacientes com insuficiência renal que apresentavam elevados níveis de alumínio. No entanto, a controvérsia existe porque, um estudo feito no cérebro de portadores da doença de Alzheimer que já haviam falecido, não encontrou níveis de alumínio mais elevados do que em indivíduos normais.
Ainda de acordo com Fortura (2005) há outras causas além das citadas anteriormente como: sexo, raça, encefalite, meningite, doença cardíaca e renal, alcoolismo, má nutrição e o meio ambiente onde vive o indivíduo.
No que se refere à causa através da herança genética (CAYTON; WARNER; GRAHAM, 2000) explicam que em casos raros, genes anormais causam a doença, pois, os genes associados ao desenvolvimento da patologia podem exercer um efeito deletério sobre os neurotransmissores que permitem a comunicação entre as células nervosas. Uma outra forma seria que, os genes podem exercer seu efeito através de sua influência sobre o fator de crescimento neural, interferindo na forma pela qual este fator, normalmente ressalta o crescimento do funcionamento das células nervosas, a fim de compensar a morte das outras células. Explica ainda que, pessoas com Síndrome de Down geralmente têm a duplicação do cromossomo 21, há nesse cromossomo um gene que codifica a proteína precussora amilóide. A disposição anormal dessa proteína no cérebro ocorre na doença de Alzheimer. Então, esse gene extra resulta num excesso de amilóide e conseqüentemente, a maioria das pessoas acima dos quarenta anos e portadores de Síndrome de Down desenvolvem as mesmas características da doença de Alzheimer no tecido cerebral.
Geralmente, a doença se manifesta em indivíduos com idade igual ou superior a sessenta anos, causando lapsos de memória. Porém deve-se ressaltar que somente os lapsos de memória não significam que a pessoa tenha Alzheimer, pois para ser Alzheimer além dos lapsos de memória, deve também haver o comprometimento de outras funções (BERTOLUCCI, 2005).
Conforme Cayton; Warner; Graham (2000), o diagnóstico é importante, pois pode constatar que os sintomas podem ter causas diferentes, permite que os familiares se planejem em relação ao futuro e principalmente, porque encaminha o paciente com Alzheimer ou qualquer outra patologia a tratamentos adequados.
O diagnóstico de certeza da doença de Alzheimer, segundo Paixão et al (2006), só pode ser feito através da demonstração de alterações patológicas compatíveis em material de biópsia ou necropsia, porém estes exames não são de rotina e implicam em riscos. O que pode ser feito são exames clínicos.
Bertolucci (2005) relata que nestes exames clínicos ou como também são chamados diagnósticos clínicos são realizados vários testes para poder excluir os diversos tipos de patologias que tem a demência associada a elas, para então poder concluir que realmente é doença de Alzheimer.
As patologias, ou algumas das patologias que podem ser estar associadas à demência são: doença da tireóide, hipovitaminose, hidrocefalia, depressão, desidratação, tumores cerebrais, efeitos colaterais de medicamentos. Segundo Almeida (2006), existem vários testes ou escalas para avaliação cognitiva que podem ser usados no diagnóstico da doença, dentre eles estão: Escala de Blessed para Demência, Escala para Avaliação da doença de Alzheimer e o Mini-exame do Estado Mental (MMSE). Todas essas escalas são usadas como instrumento com o objetivo específico de avaliar as condições intelectuais do paciente com demência. Dentre estas escalas, destaca-se o MMSE, pois é de fácil aplicação, não é cansativo e por isso o mais usado.
Conforme Mandi (2001), a doença de Alzheimer é um tipo de demência mais freqüente e causa uma desintegração progressiva global, homogênea e irreversível das funções mentais num período que varia de dois a vinte anos.
De acordo com Azevedo (2005) ocorre uma disfunção das células nervosas; essa disfunção não tem causa conhecida ainda, porém, sabe-se que provoca a diminuição de um hormônio neurotransmissor que é de grande importância na função cerebral: a acetil-colina.
Existem várias teorias que podem explicar a causa da doença, porém nenhuma delas está comprovada realmente. Dentre elas destacam-se:
Idade: quanto mais avançada a idade, maior a probabilidade de desenvolver a doença.
Idade Materna: refere-se a mães que dão à luz com idade superior a quarenta anos.
Herança Genética: não necessariamente hereditária, porém, geneticamente determinada.
Traumatismo Craniano: idosos que sofreram traumas mais sérios podem desenvolver a doença.
Escolaridade: o nível de escolaridade pode influenciar na tendência a ter Alzheimer. Acredita-se que quanto mais “estudado” for o indivíduo, menor são as chances de desenvolver a doença.
Teoria Tóxica: apesar de haver controvérsias, existe a possibilidade de se desenvolver a doença principalmente através da contaminação pelo alumínio.
Existem inúmeras pesquisas (CAYTON; WARNER; GRAHAM, 2000), sugerem a relação entre o alumínio e a doença de Alzheimer, pois há presença de depósitos de alumínio em emaranhados e placas no cérebro do portador da doença, além do aumento nos índices de demência nos pacientes com insuficiência renal que apresentavam elevados níveis de alumínio. No entanto, a controvérsia existe porque, um estudo feito no cérebro de portadores da doença de Alzheimer que já haviam falecido, não encontrou níveis de alumínio mais elevados do que em indivíduos normais.
Ainda de acordo com Fortura (2005) há outras causas além das citadas anteriormente como: sexo, raça, encefalite, meningite, doença cardíaca e renal, alcoolismo, má nutrição e o meio ambiente onde vive o indivíduo.
No que se refere à causa através da herança genética (CAYTON; WARNER; GRAHAM, 2000) explicam que em casos raros, genes anormais causam a doença, pois, os genes associados ao desenvolvimento da patologia podem exercer um efeito deletério sobre os neurotransmissores que permitem a comunicação entre as células nervosas. Uma outra forma seria que, os genes podem exercer seu efeito através de sua influência sobre o fator de crescimento neural, interferindo na forma pela qual este fator, normalmente ressalta o crescimento do funcionamento das células nervosas, a fim de compensar a morte das outras células. Explica ainda que, pessoas com Síndrome de Down geralmente têm a duplicação do cromossomo 21, há nesse cromossomo um gene que codifica a proteína precussora amilóide. A disposição anormal dessa proteína no cérebro ocorre na doença de Alzheimer. Então, esse gene extra resulta num excesso de amilóide e conseqüentemente, a maioria das pessoas acima dos quarenta anos e portadores de Síndrome de Down desenvolvem as mesmas características da doença de Alzheimer no tecido cerebral.
Geralmente, a doença se manifesta em indivíduos com idade igual ou superior a sessenta anos, causando lapsos de memória. Porém deve-se ressaltar que somente os lapsos de memória não significam que a pessoa tenha Alzheimer, pois para ser Alzheimer além dos lapsos de memória, deve também haver o comprometimento de outras funções (BERTOLUCCI, 2005).
Conforme Cayton; Warner; Graham (2000), o diagnóstico é importante, pois pode constatar que os sintomas podem ter causas diferentes, permite que os familiares se planejem em relação ao futuro e principalmente, porque encaminha o paciente com Alzheimer ou qualquer outra patologia a tratamentos adequados.
O diagnóstico de certeza da doença de Alzheimer, segundo Paixão et al (2006), só pode ser feito através da demonstração de alterações patológicas compatíveis em material de biópsia ou necropsia, porém estes exames não são de rotina e implicam em riscos. O que pode ser feito são exames clínicos.
Bertolucci (2005) relata que nestes exames clínicos ou como também são chamados diagnósticos clínicos são realizados vários testes para poder excluir os diversos tipos de patologias que tem a demência associada a elas, para então poder concluir que realmente é doença de Alzheimer.
As patologias, ou algumas das patologias que podem ser estar associadas à demência são: doença da tireóide, hipovitaminose, hidrocefalia, depressão, desidratação, tumores cerebrais, efeitos colaterais de medicamentos. Segundo Almeida (2006), existem vários testes ou escalas para avaliação cognitiva que podem ser usados no diagnóstico da doença, dentre eles estão: Escala de Blessed para Demência, Escala para Avaliação da doença de Alzheimer e o Mini-exame do Estado Mental (MMSE). Todas essas escalas são usadas como instrumento com o objetivo específico de avaliar as condições intelectuais do paciente com demência. Dentre estas escalas, destaca-se o MMSE, pois é de fácil aplicação, não é cansativo e por isso o mais usado.
Qual a relação entre a doença alzheimer e a força muscular?
A doença de Alzheimer, a causa mais comum de demência, é conhecida por ser uma das principais causas de morte nos Estados Unidos. Ela também se caracteriza clinicamente por um declínio progressivo da memória, bem como de outras capacidades cognitivas (processos e capacidades mentais também relacionados com a aprendizagem, o pensamento, o raciocínio, entre outros). Portanto, a deterioração significativa desta capacidade cerebral pode levar à demência.
No entanto, a doença também está associada a vários aspectos não relacionados com elementos da função cognitiva, incluindo, por exemplo, o comprometimento do olfato e da função motora.
De fato, a fragilidade física também é comum entre os idosos e os estudos têm relacionado este problema com um maior risco de desenvolvimento do Alzheimer e também com outros indicadores da patologia da doença. Alguns dos vários índices utilizados para definir a fragilidade física incluem a velocidade da caminhada, a composição corporal, os níveis de fadiga e a força muscular.
Em conversa pelo telefone, falei com o Dr. David Bennett, um pesquisador da Rush University reconhecido internacionalmente por seus estudos devotados à doença de Alzheimer, e perguntei-lhe qual a relação entre a força muscular e o declínio da função cognitiva.
De acordo com as suas afirmações, vários estudos têm demonstrado que existe uma relação entre a falta de força muscular e o declínio cognitivo que leva ao alzheimer, mas que tal relação deve ser interpretada com cautela.
“A força muscular, ou a falta desta, não é provavelmente a causa do declínio dos processos mentais que levam à demência,” explicou. “É mais provável que exista outro mecanismo fisiopatológico que não pode ser mitigado ou invertido com a prática da musculação, e que leva tanto à perda da força muscular como da capacidade cognitiva, que levam eventualmente ao mal de Alzheimer.”
No entanto, o médico também destacou a importância de um estilo de vida saudável, que inclua a prática de atividade física no dia-a-dia.
“As pessoas não devem ser desencorajadas de praticar a musculação, pois há muitos outros benefícios importantes para a saúde associados a esta atividade física,” notou o professor, que completou dizendo que, “um estilo de vida saudável, caracterizado pela prática regular do exercício físico, pode não necessariamente agir diretamente sobre a doença de Alzheimer, mas de forma indireta pode oferecer uma proteção muito poderosa contra diversos males como, por exemplo, a obesidade, a diabetes, a alta pressão arterial, ou contra as enfermidades associadas com o declínio cognitivo, bem como no que diz respeito às doenças relacionadas com a demência, tais como o Alzheimer.”
Na verdade, o hábito de praticar atividade física diariamente o quanto antes pode ser a nossa melhor defesa contra males diversos.
No entanto, a doença também está associada a vários aspectos não relacionados com elementos da função cognitiva, incluindo, por exemplo, o comprometimento do olfato e da função motora.
De fato, a fragilidade física também é comum entre os idosos e os estudos têm relacionado este problema com um maior risco de desenvolvimento do Alzheimer e também com outros indicadores da patologia da doença. Alguns dos vários índices utilizados para definir a fragilidade física incluem a velocidade da caminhada, a composição corporal, os níveis de fadiga e a força muscular.
Em conversa pelo telefone, falei com o Dr. David Bennett, um pesquisador da Rush University reconhecido internacionalmente por seus estudos devotados à doença de Alzheimer, e perguntei-lhe qual a relação entre a força muscular e o declínio da função cognitiva.
De acordo com as suas afirmações, vários estudos têm demonstrado que existe uma relação entre a falta de força muscular e o declínio cognitivo que leva ao alzheimer, mas que tal relação deve ser interpretada com cautela.
“A força muscular, ou a falta desta, não é provavelmente a causa do declínio dos processos mentais que levam à demência,” explicou. “É mais provável que exista outro mecanismo fisiopatológico que não pode ser mitigado ou invertido com a prática da musculação, e que leva tanto à perda da força muscular como da capacidade cognitiva, que levam eventualmente ao mal de Alzheimer.”
No entanto, o médico também destacou a importância de um estilo de vida saudável, que inclua a prática de atividade física no dia-a-dia.
“As pessoas não devem ser desencorajadas de praticar a musculação, pois há muitos outros benefícios importantes para a saúde associados a esta atividade física,” notou o professor, que completou dizendo que, “um estilo de vida saudável, caracterizado pela prática regular do exercício físico, pode não necessariamente agir diretamente sobre a doença de Alzheimer, mas de forma indireta pode oferecer uma proteção muito poderosa contra diversos males como, por exemplo, a obesidade, a diabetes, a alta pressão arterial, ou contra as enfermidades associadas com o declínio cognitivo, bem como no que diz respeito às doenças relacionadas com a demência, tais como o Alzheimer.”
Na verdade, o hábito de praticar atividade física diariamente o quanto antes pode ser a nossa melhor defesa contra males diversos.
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